20 de setembro de 2012

A Fábula Inexistente - Única Apresentação


Mais uma oportunidade para quem não viu "A Fábula Inexistente".
Em comemoração ao aniversário da Casa de Cultura Mário Quintana, o espetáculo fará apresentação única no Teatro Bruno Kiefer no dia 24 de setembro, às 20 horas. Entrada Franca.

21 de agosto de 2012

31 de julho de 2012

A Fábula Inexistente



Com financiamento do FUMPROARTE para sua montagem, o espetáculo foi livremente inspirado no conto Kaspar Hauser - Um caso de um crime contra a alma de um ser humano, que conta a história de um homem que nunca havia tido contato social e acaba sendo criado por uma comunidade. A Fábula Inexistente mostra Kasper num espaço e tempo indeterminados, tentando compreender um universo peculiar de imagens sombrias e personagens que expressam o paradoxo entre o real e o insólito da nossa sociedade.
Quando penso teatro penso em sonho. Não um sonho de algo idealizado, mas o sonho noturno com toda a potência inconsciente que devasta e preenche os vazios com imagens. A história de Kasper bateu em mim como um pesadelo em pensar no mundo absurdo que vivemos e na condição do artista dentro desse mundo.
Mostrar esta história talvez seja como tocar gaita de boca numa esquina movimentada e ninguém parar para olhar. Mas se alguém parar, talvez algo faça sentido e então esta história e tantas outras não sejam tão inexistentes.
Fizeram parte deste sonho primeiramente Cícero Neves na criação da dramaturgia e ao longo dos ensaios partilhou suas ideias com os atores Mariana Rosa e Rodrigo Marquez. As imagens inconscientes foram materializadas em cenografia, adereços e figurinos por Patrícia Preiss. Nas sombras, Carol Zimmer nos trouxe a iluminação. Por fim e não menos importante para o despertar veio a beleza misturada à melancólica inspiração musical de Moysés Lopes que transformou em muitas a canção original de Santiago Neto.
Patrícia Ragazzon - artista-criadora do espetáculo

Agradecimentos: Ana Maria Guevara, Cândida Santi, Celso Veluza, Clóvis Massa, Denise Ayres, Eduardo Kraemer, Fernando Ferraz, Filipe Furlan, Helena Maria Mello, Henrique Preiss, Hugo,  Jeffie Lopes, João Mário Ferreira, Luciano Bedin e Miguel Ângelo Neves.

Apoios: Casa de Teatro, Teatro do Museu do Trabalho, Casa de Cultura Mário Quintana, Usina das Artes, Companhia de Arte, Teatro do SESC Porto Alegre, Canal Você, Spectrum Vídeo Digital, EFrame, Grafideia, Impacto Signs, TVE e FM Cultura e Palco Aberto Produtora.

Financiamento para a montagem:
FUMPROARTE – PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

Fotos: Carol Zimmer






30 de junho de 2012

Diário de bordo - Turnê: No interior não tem café!

Após uma semana de volta a Porto Alegre, consigo postar algo sobre a turnê "Avenida Cores" na região das Missões e Fronteira do RS. O elemento mais curioso é que à tarde, quando a equipe dirigia-se a um restaurante ou lancheria, e mesmo nos locais de apresentação em algumas das cidades, não havia café. Os donos dos estabelecimentos nos olhavam como se fôssemos extra terrestres, respondendo com a pergunta: "Café? a esta hora? mas café é só de manhã!" Quando queriam fazer um agrado e traziam o café era Nescafé super doce. Junto com o Nescafé Formigueiro, fomos também bombardeados pela epidemia sertaneja universitária, a ponto de ninguém mais querer nem um tchum e muito menos o tcha. Só para registro e justiça: Encontramos café nas cidades de Alegrete e Uruguaiana.
ALIMENTAÇÃO E HOSPEDAGEM: A alimentação no interior é para obesos, no caso da equipe houve desperdício porque não dávamos conta do que era trazido a nossa mesa. Tudo é por demais servido, pratos que aqui em Porto Alegre são para três ou quatro pessoas, lá no cardápio está para uma ou duas. Sobra demais!!!! O melhor hotel que estivemos foi o Vera Cruz, de Ijuí, melhor chuveiro, melhor café da manhã, melhor atendimento também. O pior foi o Franken em Três de Maio, chuveiro mais ou menos, o pior café, atendimento não ruim, mas bem estranho e em obras. O mais interessante é que num dia, entre apresentações, colocamos nossos figurinos na janela do hotel, para arejar, numa rua que não era um exemplo de beleza, calçada embarrada, a obra do hotel em evidência, cimento na frente e tudo mais. Recebemos um telefonema da recepção do hotel, solicitando que tirássemos os figurinos da janela, pois estavam ESTRAGANDO a fachada! Oi?
APRESENTAÇÕES: No geral, foram ótimas. Em Salto do Jacuí, apesar das difíceis condições encontradas num Ginásio de esportes, como a acústica e o espaço, podemos dizer que foi muito legal lá e fomos super bem acolhidos pela Escola e pela Bárbara e Alessandra do SESC.



Adoramos Cerro Largo, a cidade, os preços das blusas básicas e o local, o Cine Teatro Rex, lugar lindo, muito bem cuidado. As apresentações foram perfeitas e bem supervisionadas pelo Alessandro do SESC.

Em Ijuí começamos a sentir o peso da correria, chegar no dia anterior, ter três apresentações no mesmo dia, suportar o calor... Enfim, participamos do Aldeia SESC numa tenda de circo. A Râmisa e o Cesário nos recepcionaram e as apresentações só não foram melhores porque no público tinham bebês de menos de 3 anos, que é a faixa etária mínima que indicamos o espetáculo.

Em Três de Maio, parabéns à Escola Germano Dockhorn, eles nos recepcionaram, atenderam a todas as nossas necessidades e prepararam as crianças para as apresentações.
Adoramos Alegrete e só sentimos que ficamos pouco na cidade, no único dia que estávamos lá chovia e fazia muito frio. Fomos recebidos pelo Paulo do SESC e fizemos lá uma apresentação e uma sessão de bate papo e demonstração do espetáculo para uma turma de 8o. ano.

Uruguaiana também deixa saudades, nem deu pra comprar nada! Mas fechamos com chave de ouro as apresentações! Obrigada ao Fabrício e sua super equipe do SESC! Obrigada a toda a turnê, às pessoas que encontramos, à saudade, aos stress que sempre acontecem em algum momento, mas que são resolvidos, a toda a nossa equipe, ao Israel nosso motora que nos aguentou firme, ao pessoal da sonorização da Radar e do Magaiver, ao SESC Porto Alegre, ao Sílvio, Jane, Anderson, ao Rodrigo Ruiz que nos ajudou na finaleira com as encrencas. Agradecemos à força de Rodrigo Marquez e ao seu Valdir Fernandes que apoiou o espetáculo "Avenida Cores por Todo Lugar" e nos deixou no meio da turnê!